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Radiônica, entrevista com Hierônymus

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Thomas Galen Hierônymus

Dividimos com o público a primeira parte de uma longa entrevista concedida pelo mestre Hierônymus (criador da máquina radiônica que leva seu nome) na década de setenta. Esta entrevista é muito interessante porque nela está muito detalhada a famosa pesquisa que este radionicista efetuou com plantas, sendo possível mesmo reproduzi-la a partir dos dados que ele fornece, também nos dá uma ideia do quão criterioso era Hierônymus em seu trabalho cotidiano.

Ademais ela nos mostra um pouco de sua forte personalidade, sua inteligência aguda e as dificuldades enfrentadas para tentar mostrar ao mundo as potencialidades da arte.

As notas de rodapé são de minha autoria, visam apenas fornecer algumas informações para um melhor entendimento.

As imagens também foram inseridas por mim.

Entrevista de Thomas Galen Hierônimus

Joseph Goodavage

Janeiro, 1977

Traduzido por: Sérgio Nogueira

(Nota: Aquilo que Hierônymus chama de energia elóptica não é outra que a energia etérica)

Na Geórgia, entre as colinas Smoky Mountains, encontramos aninhado o laboratório e a casa de um animado e espirituoso octogenário, engenheiro, inventor e filósofo, chamado T. Galen Hierônymus, um nome familiar para quem se interessa por Radiônica. De fato Hierônymus é reconhecido como um dos pais desta ciência extraordinária. O primeiro a interessar-se neste personagem realmente especial foi, no início dos anos 50, John W. Campbell Jr., editor do “Analog” (uma famosa revista da época). Ele empreendeu a sua pesquisa e seus sucessivos experimentos com os primeiros instrumentos radiônicos, instrumentos cientificamente “impossíveis”, instrumentos tão estranhos e bizarros e que, todavia, davam resultados suficientes para obriga-lo a colocar de lado o ceticismo para então prová-los pessoalmente. Resultado: uma série de artigos no “Austouding”, apresentados no clássico editorial por Campbell, lógico, irônico e impiedoso, seguido de anos de testes controversos, de experimentos e outras formas de pesquisa. Estas suscitaram o interesse dos militares e da ciência oficial para aquilo que parecia um potencial infinito de instrumentos “quase” eletrônicos, capazes de analisar componentes de uma amostra sem utilizar métodos ortodoxos, tais como spectrocospia, métodos químicos e outros; e o mais surpreendente, podiam influenciar e também matar organismos vivos, inclusive a grandes distâncias, sem qualquer explicação ou mecanismo científico compreensível. Campbell pesquisou incansavelmente.

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Obteve cópia das patentes e construiu pessoalmente sua máquina psiônica. Experimentou intensamente e convidou quem quisesse trabalhar junto com ele em seu laboratório em Mountaininside, New Jersey.

Por fim Campbell se tornou um crente. Bem como milhares de seus leitores, muitos dos quais são agora especialistas na área da radiônica. Tentei seguir seus passos, pesquisando as patentes, falando com inventores, traçando a história da Radiônica, examinando e fotografando os instrumentos, inclusive indo a Oxford para ver a máquina fotográfica de De la Warr.

O poderoso impacto da personalidade e do profundo intelecto de Campbell influenciaram a história, Por isto fiquei surpreso quando, depois de vários contatos através de cartas e telefonemas com Hierônymus, percebi que ele mesmo (Campabell) estava profundamente influenciado pelo caráter e personalidade de Hierônymus. E o mesmo ocorreu comigo. Fui atingido pelo seu incrível vigor, bom humor e perspicácia.

Radiônica

J.G.: fazem 20 anos desde que nas páginas do Astounding, John Campbell escreveu que a radiônica seria explorada uma vez que a ciência houvesse explicado como ela funciona. Depois de vinte anos em que ponto estamos?

Hierônymus: Naturalmente houveram progressos. Mas gostaria de citar Wernher von Braun que dizia “Os velhos cientistas nunca aceitam uma teoria nova; eles morrem. Mas os jovens cientistas crescem em um ambiente no qual encontram já os novos conceitos e os aceitam automaticamente.”

Infelizmente, os cientistas que se ocupam de biomagnetismo não são pagos para fazer pesquisas. Como resultado ainda estamos atrasados…

J.G.: Vi que o Sr. Possui doutorado ad honorem em Física, como nunca publicou isto? Não teria tornado sua vida mais fácil?

Hierônymus: (risos) assim como para muitos outros inventores, o Ph.D se tornou uma cruz na minha vida. Por anos pessoas se aproveitaram de uma forma ou de outra do trabalho que eu fiz. Neste momento mesmo eu hospedo uma pessoa com um diploma e uma enorme determinação, que me convenceu a permitir que ele reproduzisse todos meus experimentos em laboratório. É um entusiasta e, com efeito, vive em meu laboratório, fazendo tudo que eu fiz durante os últimos 25 anos, mas sabe de uma coisa?

Não gerou nada de novo. Na minha opinião, isto caracteriza muitos dos nossos Ph.D, sei que parece excêntrico para as pessoas que eu não tenha publicado meu Ph.D. Ad honorem, mas na minha idade, se pode permitir algumas estranhezas.

J.G.: Durante a sua vida o Sr. Conheceu cientistas capazes de compreender aquilo que você faz?

Hierônymus: Certamente, muitos cientistas podem absorver alguns conceitos, mas outros não podem seguir; são presas da própria e particular cegueira. No momento que desviam do caminho conhecido, mesmo que seja só um pouquinho, se encontram perto do ostracismo, da crítica e frequentemente são ridicularizados por seus colegas. Esta é uma força social ainda muito potente. Uma vez fiz uma demonstração da Psiônica no escritório do Dr. Arthur Compton, prêmio Nobel de Física. Depois do experimento, me ofereci para doar um equipamento e também para treinar uma dupla de jovens cientistas para levarem adiante esta linha de pesquisas. Não podia acreditar nas minhas orelhas quando ele me respondeu que os meus experimentos não se inseriam no programa de pesquisa deles e que não podiam de forma alguma aceitar minha sugestão.

J.G.: Um incidente, ok, mas foi sempre assim? O Sr. Não nutre uma certa forma de rancor pelo mundo acadêmico?

Hierônymus: Todos. A maior parte dos pesquisadores mantém-se em seus próprios campos e são por demais medrosos para observarem qualquer coisa real, embora muitos se fascinem diante dos mistérios do nosso universo físico, e cheguem a reter algum conceito que nós encontramos. São extremamente interessados, mas possuem igualmente um pavor de morte da opinião do meio.

J.G.: Vamos ao ponto. Em um de seus experimentos o Sr. declara ser capaz de transmitir a luz do Sol através de um fio até uma planta que se encontra em um local escuro em uma cantina. Que tipo de instrumento foi usado? Admitindo que tudo isto seja verdade.

Hierônymus: Não usei nenhum de meus instrumentos patenteados. Aquilo foi diferente. E não se deve entender como transmissão dos fótons . Era uma energia fundamental proveniente do Sol, certamente, mas eu não disse que era luz.

J.G.: Não vem virtualmente todas energias do Sol?

Hierônymus: No.

J.G.: Mas não deve toda a vida terrestre a sua existência ao Sol?

Hierônymus: Não, eu não afirmaria isto.

máquina hierônymus

Aparelho radiônico original Hierônymus

J.G.: Tudo bem, o meu trabalho é escutar e tentar entender suas teorias e seu trabalho…

Hierônymus: Não é necessariamente verdade que a Terra tenha se originado do Sol. Considere um átomo de Hélio com dois prótons no núcleo e dois elétrons que giram ao redor…

J.G.: Isto me parece por demais simplista.

Hierônymus: Espere. Isto lhe fornece 3 particulares “blocos de construção”. Você diria que o núcleo foi criado antes e depois os elétrons foram colocados à sua volta?

J.G.: Não sei, e duvido que qualquer outra pessoa o saiba.

Hierônymus: Bem, esta não é uma boa razão para pensar que tenham sido criados em tempos diversos.

J.G.: Talvez sim, talvez não. Voltemos ao seu experimento com a luz e as plantas na cantina. O que foi feito exatamente e o que ocorreu?

Hierônymus: Bem. Eu fiz oito pequenas caixas . 2”x2”x4” de comprimento, sem fundo ou cobertura, antes de pregar a base coloquei dentro folhas de alumínio ligeiramente mais largas do que o fundo e fiz o mesmo na parte superior, exceto que a cobertura foi elevada meia polegada em relação a caixa. Acima e abaixo por dentro forrei com alumínio.

No porão do meu laboratório, a prova de luz, conectei o prato do fundo a um tubo de água com um fio de cobre, e coloquei outro fio sobre o prato superior dirigido a parte externa do edifício onde preparei prateleiras. Sete destas caixas foram conectadas aos pratos de metal expostos a luz do Sol sobre as prateleiras colocadas fora da casa. A oitava era para controle, não conectada a nada. Sob o primeiro fio eu soldei um prato de 2”x2”, O segundo (fio) a um outro prato de metal de 4”x4” , o próximo a um prato de 8”x8” e mais um a um prato de 16”x16”.

Outros três fios enterrados foram soldados a uma rede de cobre e 2”x2”, 4”x4” e 8”x8” para ver se teria uma diferença nos resultados entre os pratos e a rede.

J.G.: E tinha…?

Hierônymus: Não corra! Coloquei a terra em cada caixa e plantei 10 sementes de aveia, 2 fileiras de 5 sementes em cada uma – assim sabia exatamente onde iam, e podia dizer quais estavam crescendo, e o quanto. Todas as oito caixas eram idênticas, com exatamente a mesma quantidade de terra sobre as sementes. A única diferença era nas medidas e estrutura dos pratos colocados no exterior e conectados com o fio às folhas de alumínio colocados acima das caixas. Eu reguei diariamente as caixas com a mesma quantidade de água. Pouco a pouco as plantas cresciam, então levantei a cobertura para dar mais espaço, mas sempre as mantive no escuro, nas caixas a prova de luz; eu registrei o momento em que as plantas surgiram da terra. Recorde: as plantas tinham sido mantidas completamente no escuro, em caixas escuras, em prateleiras escuras e cômodo escuro.

J.G.: Mas era possível controlar também a caixa que não estava conectada a nada não? O que aconteceu?

Hierônymus: todas germinaram no mesmo tempo e tinham o mesmo grau de robustez, mas depois ocorreu algo totalmente inesperado. Havia clorofila em cada planta que estava conectada aos pratos exteriores, enquanto as plantas de controle se mantinham um amarelo claro quase branco.

J.G.: Fascinante. Alguém mais repetiu esta experiência?

Hierônymus: Sim, se bem que que assim que publiquei o experimento, um dos primeiros pesquisadores se afastou do meu experimento em dois aspectos importantes: primeiro, ele não lacrou algumas grandes janelas em seu porão, e segundo, colocou os pratos diretamente na terra, invés de de apoia-los sobre prateleiras a 6 pés de altura; não obtendo nenhuma diferença de potencial ou efeito antena. Isto foi corrigido mais tarde, e nos outros casos todos os resultados coincidiram com os meus.

J.G.: E a diferença nas medidas e na estrutura dos pratos externos geraram resultados diferentes?

Hierônymus: Isto é interessante. O valor da luz solar sob cada área é mensurável. Analogamente, pode-se utilizar uma lente de aumento para concentrar a luz solar e queimar um papel. Bem, as plantas ligadas pelo fio externo aos pratos maiores apresentavam a cor das plantas muitos expostas ao Sol, como se estivessem secando. Aquelas ligadas ao segundo prato em termos de dimensão estavam um pouco melhor, aquelas do terceiro prato eram as melhores, com a clássica cor verde das plantas, as outras, conectadas aos pratos menores, eram pálidas e amareladas.

J.G.: parece impossível que os fótons possam ser transmitidos através de um fio.

Hierônymus: Oh, duvido que esta energia seja luz solar visível, Suspeito que tenha a ver com uma forma de energia solar que não é provavelmente eletromagnética. Este conceito representa, na verdade, a base do trabalho que levei avante pela maior parte de minha vida.

J.G.: existem outras pessoas que descobriram esta mesma energia de forma independente?

Hierônymus: Seguramente, existem dúzias de instrumentos patenteados em todo mundo. Existem inclusive cópias das versão de John Campbell do meu aparelho. Estamos lidando com um tipo de energia que é conduzível sobre certos tipos de condutores e que é barrada por outros. Quando John me perguntou em uma carta se o papel era condutor desta energia, eu lhe disse que não, Então ele me disse “E a tinta nanquim?” Isto sim, então ele desenhou um diagrama dos circuitos do meu aparelho com nanquim e funcionou!!¹

J.G.: Não será porque contém carvão e nitrato de prata, que é um bom condutor de eletricidade?

Hierônymus: Não sei. Nunca soube que o nanquim possui nitrato de prata. O importante é que é um condutor, não fantástico, mas suficiente, e o papel ao contrário, é um bom isolante.

J.G.: Me interessam os efeitos sobre a vida que geram os instrumentos psiônicos. Uma vez você não matou vermes com a energia focalizada nos seus instrumentos?

Hierônymus: Muitas vezes, mas aquilo que as pessoas não sabem, é que existe um modo de se proteger, isolar-se desta energia, e um escudo pode ser simplesmente o plástico transparente.

Em um experimento importante, dissolvi os vermes do milho, mas devido ao perigo destes experimentos, jamais falei além do mínimo.

Outro termo para designar a Radiônica nos E.U.A.

Nota do tradutor

¹ – Curiosamente esta parte da entrevista deu origem a uma série de ideias que certamente estão muito longe das observações de Hierônymus, uma delas é que qualquer desenho geométrico é “radiônica”, devemos ter em mente que ele diz que funcionou, e não que tinha os mesmos usos de um aparelho físico. Na experiência em questão o aparelho funcionou para análise, para emissões ele não possui o mesmo potencial. Vemos que Hierônymus continuou usando aparelhos mecânicos até o fim de sua vida. O elemento “pulsante” é imprescindível em Radiônica, basta ver que mesmo os aparelhos geométricos de Rae utilizam eletricidade para emissão embora operem localmente sem, o mesmo vale para os equipamentos Hierônymus.

About The Author

Sérgio Nogueira

Radiestesista com sólida formação na área e mais de 20 anos de experiência. Possui formação ainda nas áreas de acupuntura, reiki, hipnose, magnetismo e outras, que utiliza de forma sinérgica em seu trabalho. Atualmente se dedica a atendimentos na área de radiestesia empresarial, auxiliando profissionais e empresas a atingirem seus objetivos. Sergio Nogueira no Google+

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