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Órion, radiestesia, taro, cristal, radiônica

Carta Número 2

O cenário atual da Radiônica no Brasil é bastante delicado, começando com o fato de que a Radiônica por aqui ainda é pouco conhecida, o que dá margem a múltiplas interpretações do termo, basta ver que no Brasil a Radiônica ainda está muito associada às chamadas Ondas de Forma, ao uso de cristais, pingentes ou a qualquer outra técnica que emita energia.

A questão sobre o que pode ou não se chamado de Radiônica é de todas a menor que devemos responder, temos coisas muito mais importantes para nos preocupar no momento, e dentre os vários problemas existentes que atravancam nosso crescimento separei um para análise que penso ser de capital importância para o desenvolvimento futuro desta arte.

Tenho observado que a Radiônica brasileira está em um momento pelo qual passam todos os ramos do conhecimento humano, a tentativa, por parte de alguns de limitar o avanço da técnica. Tenho visto com certa surpresa profissionais e estudiosos defendendo a tese de que a Radiônica é uma disciplina acabada, que não pode ter mais qualquer inovação, alguns afirmam inclusive que nada de novo pode ser criado, que os bons instrumentos são aqueles que foram desenvolvidos na década de 50 por alguns estudiosos, mais um ou outro equipamento das décadas de 70 e 80.

Da mesma forma a Medicina, Psicologia, Engenharia e outras áreas em algum momento enfrentaram o mesmo problema.

Este posicionamento é compreensível, toda especialidade passa por esta fase, no início do século XX muitos defendiam a nulidade de mais pesquisas no campo da física, segundo eles o que ainda faltava a ser descoberto era muito pouco, Jacques Bergier, em seu delicioso “O Despertar dos mágicos” já contava a história do diretor do departamento de patentes dos Estados Unidos que pediu demissão neste período, alegando que era inútil continuar, não tinha mais nada para ser descoberto, ninguém jamais superaria os gênios que criaram o motor a vapor! Alguém disse mais ou menos nesta época que era tola presunção tentar criar meios de transporte que ultrapassassem os 40Km por hora, estava provado que era impossível!

Isto se dá na maioria das vezes por dois motivos, o primeiro é uma natural resistência para a absorção de novos conceitos e abordagens, geralmente mais abrangentes, por este motivo o sangue novo é sempre bem vindo em qualquer setor, já o segundo motivo é uma busca de manter o que podemos denominar como uma reserva de mercado.

Infelizmente, estes posicionamentos contribuem para que a Radiônica seja vista com desconfianças e reservas por um grande número de pessoas.

Por outro lado sempre existiram pessoas que não acreditaram nisso, pessoas que continuaram buscando novos rumos, novos horizontes, estes foram os desbravadores, os que possibilitaram termos acesso hoje a novas técnicas.

Em minha vivência no exterior constatei que os operadores utilizam diversos dispositivos radiônicos diferentes, muitos que nem ouvimos falar, aparelhos que incorporam funções antigas aliadas a novas abordagens, técnicas inovadoras de trabalho, que eu inclusive trouxe para o Brasil, lá fora a Radiônica está avançando cada vez mais, e o Brasil está ficando para trás, conversei com pessoas que tiveram a felicidade de estudar nos laboratórios De la War, quando este ainda existia, e descobri que estas pessoas utilizam outros equipamentos que não somente os antigos, idem os membros da Radionic Association, um dos bastiões da Radiônica mundial, a Sociedade Italiana de Radiônica é outro exemplo de abertura, lá encontramos equipamentos alemães, canadenses, ingleses, bem como dispositivos modernos desenvolvidos por eles, como o Raphael, que assim como um de nossos equipamentos utiliza os índices De La War, em todos os casos citados encontrei uma mentalidade com pouca penetração no Brasil.

Juan Ribaut, em “Radiônica, a Ciência do Futuro” já abordava esta questão, infelizmente, de lá para cá pouca coisa mudou de fato, sendo que qualquer um pode fazer uma rápida pesquisa na Internet para ver o que eu digo, já foram criados no exterior aparelhos para funções múltiplas, que emitem índices de reequilíbrio em conjunto com mensagens e Florais, enquanto aqui não se discute por exemplo, os avanços conseguidos com determinados equipamentos, que estão sendo utilizados em experimentos controlados, alguns inclusive com o método duplo cego.

Dizer que aparelhos de Radionica funcionam apenas segundo parâmetros estabelecidos ha muito tempo é um retrocesso de pensamento, pois afirmar isto é afirmar que a Radiônica funciona devido a questões mecânicas, uma teoria que já foi derrubada há décadas devido a novas descobertas.

Além das divergências de pensamento existem as boas notícias, nós temos atualmente meios de dimensionar a validade de equipamentos radiônicos, temos por exemplo o método desenvolvido pelo radionicista brasileiro Raul Breves através da comparação de gráficos Ryoduraku que podem nos mostrar os efeitos das emissões radiônicas sobre os meridianos de Acupuntura, esta técnica, criada em princípio para testar seus equipamentos foi utilizada por mim e outros operadores em nossos aparelhos, com iguais resultados.

E assim esta descoberta abre novos horizontes para a Radiônica brasileira.

Em outras palavras, estamos saindo da fase das regras ditadas pelos especialistas e entrando em um período que eu ouso afirmar será o mais importante após a descoberta dos processos mentais envolvidos na Radiônica. A fase da busca de provas concretas, de experiências reproduzíveis, e só temos a festejar com isto, afinal, se um dia a Radiônica chegar a ser reconhecida de alguma forma o será através de fatos e não de palavras.

Outro meio de observar os resultados dos aparelhos é a comparação de fotos kirlian, um método que tenho utilizado com sucesso e que em breve publicarei neste site os primeiros resultados. Tenho ainda comparado plantas antes e depois de emissões e que mostram diferenças que chegam a mais de 100% no crescimento!

Então, se alguém lhe disser que este ou aquele equipamento não funciona pergunte a esta pessoa se ele já o utilizou e quais evidências ele tem do que afirma, e procure descobrir se esta pessoa pode lhe indicar experiências que sejam reproduzíveis mostrando a eficácia de seus instrumentos.

Atualmente estamos na era digital, vemos avanços diários na tecnologia, a física avança a passos largos, e se é prematuro afirmar que a Física Quântica está entrando em acordo com as teorias holísticas, não o é afirmar que vários físicos quânticos estão de acordo com nossas idéias e chegando às mesmas conclusões.

Abaixo reproduzo  um trecho de um artigo retirado do site da Radionic Association de autoria de Linda Fellows que versa sobre a unidade da multiplicidade dentro da Radiônica.

Davidson (Davidson, 1989) afirma de forma correta que os “remédios” radiônicos são produzidos inteiramente em estado de vácuo quântico, e que os instrumentos são “virtuais” permitindo a um praticante moldar a sua mente inconsciente e criar a desejada “impressão vibracional” sobre o remédio. Ele cita Edward Bach como tendo conhecimento de que era possível criar soluções de flores apenas através do pensamento, e que estes poderiam por si só reorganizar e harmonizar o corpo. O conceito de um aparelho como algo “virtual” poderá nos ajudar a encontrar sentido na multiplicidade de dispositivos utilizados pelos profissionais, desde sistemas de computador até a famosa “caixa preta”, bem como o simples lápis e papel utilizados com eficácia por muitos. Nós lembramos da recente sugestão sobre a unidade essencial de atos destinados a cura, e que os instrumentos radiônicos são uma ajuda para a cura através de um ritual para a mente que envolve o paciente e médico no processo”

http://www.radionic.co.uk/Black%20box.htm

Observem que fala-se claramente da utilização de vários instrumentos inclusive alguns que são  programas para computador.

O que devemos fazer? Abandonar antigos aparelhos em favor dos novos? De forma alguma, eu mesmo tenho utilizado circuitos das décadas enteriores em conjunto com aparelhos mais novos, e obtido sucesso com ambos, porém devemos estar abertos ao novo sem receios infundados e idéias sem embasamento. Ou seja, devemos estar dispostos a conjugar novos e antigos métodos de trabalho se queremos avançar.

Obviamente não se trata de desmerecer as conquistas antigas, afinal os equipamentos que eu chamaria de clássicos continuam operantes, assim como os rádios montados em 1950 ainda podem captar as estações. Porém seria absurdo alguém defender que somente os rádios à válvula eram bons quando os modernos, com seus circuitos integrados possuem melhor qualidade de recepção, perfeita sintonização, melhor reprodução, são portáteis e muito mais baratos.

Resta aos operadores brasileiros decidirem neste momento se preferem de fato permanecer no passado repetindo os conceitos antigos ou se vão seguir a marcha do desenvolvimento da Radiônica e se integrar aos novos avanços.

De nossa parte já tomamos nossa decisão e não nos arrependemos, atualmente existem vários operadores utilizando de um a oito aparelhos desenvolvidos por nós em quase todo o Brasil.

E você? Está no passado ou vem conosco para o futuro?

Referências

Raul Breves

Acupuntura Tradicional via Radiônica

Editora Armazém gráfico, 2007


Juan Ribaut

Radiônica, a Ciência do Futuro

Edirora Roca,

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