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O Biômetro de Bovis

Biômetro de Bovis

História

O biômetro de Bovis é o  clássico instrumento de medição utilizado em conjunto com o pêndulo para dimensionar diversos eventos em Radiestesia.

Sua criação atualmente é alvo de algumas discussões, enquanto a maioria dos textos atribuem a paternidade do biômetro ao francês Antoine Bovis (1871-1947), que ficou célebre por suas experiências com as pirâmides, existem aqueles que defendem que na verdade o primeiro biômetro foi desenhado pelo vinicultor francês Alfred Bovis (1871-1947) e originalmente utilizado para suas análises de vinicultura. Segundo outros ainda André Bovis e Alfred Bovis eram a mesma pessoa que teve seu nome confundido em diversas situações.

Michel Moine, em seu “Guide de géobiologie” inclusive menciona que Alfred Bovis (que ele conheceu pessoalmente), também teria sido chamado de Albert Bovis.

Um ponto a favor da tese de Moine podemos ver nas datas de nascimento e morte de ambos, que são iguais.

Seja quem for o criador do instrumento a verdade é que ele foi consagrado pelo tempo como o mais útil para uma série de trabalhos.

Posteriormente o biômetro foi completado pelo engenheiro Simoneton, que atribuiu a ela a a escala em Angstrom, unidades de comprimentos de onda, por pensar que as medidas encontradas eram as mesmas, desta forma é comum encontrar radiestesistas que ainda falam de suas medições em Angstrom, porém somos partidários do termo Unidades Bovis (U.B.), uma vez que a relação com a medida utilizada em física não se aplica na prática e mais serve para confundir do que para explicar.

Características

O biômetro clássico de Bovis é uma adaptação da régua de 30cm que vai de 0 até 10.000 U.B., conforme a figura abaixo.

Atualmente existem biômetros que avançam até 30.000 U.B.

É usado para as medições de vitalidade, quer de pessoas, animais, plantas ou mesmo locais. Sobre as medições é interessante analisarmos que o padrão bovis é simplesmente uma forma convencionada de medição, como o são outros parâmetros de medidas existentes, um metro por exemplo mede distâncias, mas o metro em si é simplesmente uma distância convencionada, sobre este ponto Mariano Bueno, em “O Grande Livro da Casa Saudável” nos explica de forma bastante simples o conceito quando ele discorre sobre as medições de temperatura:

“Porém, o que são graus centígrados? Tão somente uma medida que foi convencionada e com a qual estamos familiarizados, por força de olhar os termômetros, e que nos serve de referência para valorizar a temperatura do lugar.

Porém, se eu lhes dissesse: “Nesta casa, estamos a 76 graus”, é certo que não acreditariam. Sua mente os faria pensar que a esta temperatura estaríamos fervendo. Claro que se especifico que esses 76 graus são Fahrennheit e não centígrados, então tudo se esclarece, pois 76°F equivalem a cerca de 23°C.” pg.70

Ou seja, o biômetro é uma convenção de medidas usadas para qualificar fatores radiestésicos com precisão.

Sobre a importância de medir tais fatores não precisamos explicar muito, em qualquer ramo de conhecimento técnico não é possível trabalhar de forma profissional sem o correto dimensionamento do que é analisado, imaginemos por exemplo que sua lâmpada de casa não acende, você coloca o dedo nos fios que estão ligados à lâmpada e leva um choque, o que lhe demonstra de forma inequívoca a existência de tensão no circuíto, tal certeza o leva a pensar que a lâmpada queimou, então você resolve comprar uma nova e substituir a antiga, porém a lâmpada continua não acendendo, neste ponto você desiste e chama um eletricista, este, munido dos equipamentos necessários faz diversas medições e descobre que a lâmpada, embora seja de 220V (Volts) está recebendo apenas 80V devido algum problema na rede que deve ser reparado.

Veja bem, ambos detectaram corretamente a existência de tensão elétrica nos fios, a diferença é que o eletricista está mais preparado para resolver o problema já que ele pode medir a tensão elétrica existente e comparar com a necessária.

O mesmo se dá em radiestesia, com base em determinados livros que foram escritos para o público leigo alguns práticos pensam que detectar alguma anomalia local é informação suficiente, desta forma é muito comum que recebermos e-mails de pessoas pedindo conselhos sobre sobre o que fazer para melhorar o ambiente de uma casa, na qual aquele amigo radiestesista detectou uma “energia negativa” em algum ponto, geralmente perguntamos para a pessoa o que foi detectado e qual a intensidade do problema, em 95% dos casos a pessoa não sabe responder a nenhuma das perguntas.

Como já disseram outros radiestesistas não é suficiente detectar algo, para um trabalho mais profissional é importante que os fatores encontrados sejam qualificados e quantificados, a medição será auxiliar insubstituível para a correta interpretação dos fatos.

Porém existe uma grande diferença entre medir a temperatura e medir a qualidade de um local através do biômetro, enquanto o termômetro mostra a temperatura sozinho, sem a necessidade de um pêndulo, o biômetro, como todo instrumento utilizado em radiestesia, depende da sensibilidade pessoal, daí a necessidade de um treino consistente para o uso da ferramenta, radiestesistas treinados encontrarão valores muito próximos quando testam os mesmos elementos, tão próximos que algumas medidas padrão do biômetro nunca foram desmentidas em mais de meio século de uso.

Isto se dá porque os fatores analisados em radiestesia, geobiologia e radiônica são de ordem muito sutil, não existindo outros instrumentos capazes de fornecer as informações que o operador precisa.

Conceitos

Os estudos desenvolvidos por Bovis indicavam que em uma régua de 30cm a faixa de equilíbrio mínima que o ser humano deveria ter estava em 19,5 cm, posteriormente Simoneton encontrou exatamente a mesma medida quando converteu o biômetro em Angstroms, 6.500, que ocupa a área correspondente a 19,5 cm da régua.

Ao contrário do que alguns propõe e como a leitura desatenta de livros pode deixar transparecer, não entendemos esta medida de 6.500 U.B como a ideal, mas sim como a mínima necessária para que o organismo esteja com saúde, o ideal é que uma pessoa esteja entre 7.000 a 8.000 U.B.

6.500 U.B. É uma medida neutra para o ser humano somente.

Este artigo é um resumo da segunda aula sobre medições do curso de Radiestesia Técnica da Escola Internacional de Radiestesia, que possui como complemento uma vídeo aula sobre o tema. Para conhecer mais faça um curso conosco, você aprenderá também a efetuar outros tipos de medição em Radiestesia. Clique aqui para maiores informações.

About The Author

Sérgio Nogueira

Presidente da Associação Brasileira de Radiestesia e Radiônica (ABRAD). Possui formação ainda nas áreas de acupuntura, reiki, hipnose, magnetismo e outras, que utiliza de forma sinérgica em seu trabalho. Atualmente se dedica a atendimentos na área de radiestesia empresarial, auxiliando profissionais e empresas a atingirem seus objetivos.

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