A REDE NORTE, SUL, LESTE, OESTE

Extraído de: Pontos de energia cósmica

Autor: Blanche Merz

The C.W.Daniel Company Limited G.B, 1985

O CAPÍTULO DOIS: “GEO-TERRA: A SUA INFLUÊNCIA SOBRE A VIDA”

1- UM POUCO DE GEOBIOLOGIA

A geobiologia é o estudo da influência da Terra, num ponto preciso, sobre tudo o que vive neste ponto, seja ele humano, animal ou planta.

A nossa Terra é submetida a radiação cósmica e extragaláctica. Ela absorve não apenas os raios luminosos e infravermelhos, mas igualmente um tipo de radiação micro-ondas cuja origem parece estar situada além da Via Láctea.

Essas ondas eletromagnéticas apresentam uma frequência de modulação medida em termos de gigahertz. Vamos nos recordar, para futura referência, que um gigahertz representa um bilhão de vibrações por segundo.

A mãe Terra é um corpo vivo e você pode estabelecer analogias entre a sua topografia e a anatomia humana. Uma comparação com as leis da acupuntura mostra zonas preferenciais em ambos os casos: nós amplificados de energia e os meridianos que correspondem aos raios terrestres. Efeitos fluem desses nós para uma rede secundária específica, como nos meridianos secundários, e assim voltamos a certas escolas de pensamento de acordo com as quais a energia flui de baixo para cima. A geobiologia fala da penetração Geo-patogênica. A acupuntura chinesa fala de penetração Cosmo-patogênica. A mesma linguagem está sendo utilizada, se admitirmos que os raios definidos como de origem terrestre são uma resposta aos raios cósmicos.

Uma outra analogia entre a acupuntura e a geobiologia reside no fato de que esses meridianos terrestres, se filtrando através de todo material terrestre, seguem as mesmas leis da bipolaridade, dos ciclos e dos sistemas em geral. Na topografia do corpo humano, e nos seus meridianos maiores, o que é válido para o outro. Na topografia da Terra, esses rios de energia são simétricos e iguais em ambos os hemisférios.

O campo magnético terrestre foram revelados, num caso, pela descoberta de uma gravação num dólmen bretão que sugere o espectro de forças magnéticas conhecidas na atualidade. Apresentado em detalhes finos, ficamos espantados pela grande similitude dessas linhas com as nossas impressões digitais.

Nós encontramos menção de fenômenos geobiológicos num documento Chinês-Vietnamita que fala de “nós” acima mencionados como os “fornecedores de uma energia perversa” que pode provocar confusão nas funções fisiológicas.

Assim, tanto o Oriente como o Ocidente concordam que um ponto de poder sobre a crosta terrestre age como uma energia mecânica concentrada e constante, seja benéfica ou agressiva.

QUALQUER UM DESSES EFEITOS PODE SER SUBITAMENTE ATIVADO E ENTRAR NUM RITMO ACELERADO.

A rede Hartmann (descrita abaixo) resume o conceito de Ying e Yang do conhecimento chinês antigo numa perspectiva moderna. O Ying é uma energia fria, que atua lentamente, corresponde ao inverno, e à direção norte/sul dos raios Hartmann e está ligado à umidade e com todas as formas de reumatismo.

O Yang, de outro lado, é uma energia seca e quente que atua rapidamente. A sua palavra-chave é o fogo. Ele corresponde aos raios leste/oeste e está ligado à inflamação.

Não nos esqueçamos que um ponto de poder, seja positivo ou negativo, é um ambiente dinâmico sensível aos ritmos das horas e das estações do ano.

A radiação cosmo-terrestre irá criar uma interação ou uma transferência de energia para toda a matéria vivente que viva ao seu redor. O período dessa absorção feita através da mutação molecular pode ir de vários segundos a várias horas e ao longo de dias ou anos irá provocar um real desequilíbrio celular.

2- A DESCOBERTA DE UMA REDE EXTRAORDINÁRIA

As redes energéticas na Geobiologia 1

Os nossos antepassados conheciam, desde tempos remotos, a radiação emitida pela Terra. Nos dias de hoje, as confusões são frequentes na definição do que seja “telurismo”: a influência de fluxos subterrâneos se mistura com falhas ou fissuras de gases naturais, ou mesmo com a radioatividade natural e o magnetismo terrestre, a um tal ponto que com frequência e com justificativa, tais termos coletivos não recebem credibilidade.

A pesquisa se acelerou no final da segunda guerra mundial, com descoberta por um médico alemão bastante conceituado, Erns Hartmann, de uma rede de linha de energia, definida como telúrica. Essa rede se prende ao nosso globo terrestre lhe emprestando um padrão quadriculado. Graças às pesquisas deste grande pioneiro, Dr. Hartmann, foi possível dar um passo gigantesco adiante na compreensão de certas leis naturais. A Geobiologia contribui, em particular, para a ampliação das bases da medicina preventiva assim como complementando novos conceitos sobre as causas das doenças.

Vamos mencionar rapidamente que essa rede de Hartmann aparece como uma estrutura de radiações que se elevam verticalmente a partir do solo, como paredes radioativas invisíveis, cada uma com 21 centímetros de espessura. De norte a sul elas são encontradas a intervalos de 2 metros de distância, enquanto que de leste a oeste, elas aparecem separadas a intervalos de 2,5 metros.

As dimensões dessa grade terrestre se assemelham notavelmente às raízes matemáticas da pirâmide de Khufu (ou Cheops) – uma conexão inesperada!. Seria apenas devido ao acaso que esses pontos da história da humanidade contenha tantas verdades emergentes?

Deve ser mencionado que onde quer que ocorra um cruzamento na Rede Hartmann, um cruzamento de dois raios – um nó Hartmann – frequentemente encontramos um ponto geopatogênico que apresenta uma grande importância para a saúde de um ser humano, mesmo numa situação de uma doença crônica. Existem pontos onde uma pessoa não deve permanecer por períodos prolongados na sua vizinhança, seja no local de trabalho ou na disposição de uma cama. Essa recomendação é de particular importância no que

se refere à cama, onde o corpo físico repousa por várias horas seguidas. A influência do solo sendo amplificada durante a noite pode fazer com que haja uma perda de até três quartos da resistência orgânica total durante o período de sono quando compararmos com o período desperto.

Aproximadamente a cada ano, durante a última década, alguém “descobriu” um novo sistema terrestre, em variedades de diagonais ou horizontais, que, por sua vez não se acham orientados com relação ao campo magnético da Terra. E cada uma dessas pessoas se auto-denomina um “especialista” nesse novo domínio, muitas vezes com a pretensão descarada de vender algum tipo de aparelho ou quinquilharia para a proteção contra ondas perniciosas. Assim as pesquisas sérias acabam sendo comprometidas de roldão.

A Geobiologia está igualmente interessada na influência da água sobre a saúde e sobre a fadiga crônica dos indivíduos. Se confirmou em termos gerais que a água subterrânea serve para amplificar a Rede Hartmann. Não pode deixar de ser dito que a geobiologia não ignora os aspectos positivos desse elemento como fonte de vida, como um meio de purificação e de renovação.

Na Índia, a água é tão sagrada quanto o Prana, o hálito da Vida. Sem a água, as tribos nômades desapareceriam rapidamente. Não permita que a chuva recaia sobre o seu mau humor, costuma-se dizer, pois ela é uma bênção que elimina qualquer mau humor.

De acordo com o Dr. Hartmann, a rede forma um todo vasto e invisível, como uma rede que se ajusta precisamente pela superfície inteira do globo. Lembre-se que essa rede está orientada magneticamente : de norte a sul, uma dessas “paredes invisíveis” ocorre a cada dois metros, e de leste a oeste o intervalo é de 2,5 metros. Entre essas linhas geométricas temos uma zona neutra, um micro clima imperturbado. As espessuras características dessas linhas é de 21 cm. A rede penetra tudo, seja em campo aberto, seja dentro das casas e construções.

3- O BEM ESTAR LIGADO AO LOCAL DE HABITAÇÃO

Sabemos desde há muito tempo que quando existe água debaixo de uma residência, seja num rio subterrâneo ou num lençol de água importante, os habitantes daquele local sempre se sentem mais cansados do que quando estão em terreno neutro. O envelhecimento prematuro e a perda da vitalidade podem ser frequentemente encontrados. Essas anomalias geológicas podem ser medidas na superfície; nas bordas de cursos d’água as microondas apresentam um potencial eletroquímico mais elevado do que no centro do curso d’água. Por outras medidas, uma redução da radiação térmica

neutrônica proveniente de grandes profundidades da crosta terrestre pode ser

demonstrada. Aqui estamos tocando nos domínios da física atômica.

Outros relatos revelam uma ionização da descarga de calor da Terra, mensurável em termos de raios infravermelhos, uma ionização cuja intensidade diminui acima de um curso de água.

Para demonstrar o efeito terrestre sobre os seres humanos, podemos citar os excelentes georitmogramas como um dos melhores testes que podem ser repetidos. Usando um medidor de voltagem e dois eletrodos, podemos medir a resistência da pele de um indivíduo, e obtermos uma indicação clara, em kilohoms, se uma pessoa está sendo agredida ou não por um ambiente.

A Geocancerologia já acumulou um relatório espesso: o efeito fatal está presente quando uma cama está localizada imediatamente sobre um cruzamento ou nó de Hartmann, amplificado pela presença de água subterrânea. Células colocadas sobre um ponto geopatogênico ficam cansados ou, pelo contrário, se defendem pelo processo da multiplicação excessiva.

O Dr.Hartmann demonstrou em outras circunstâncias, que um paciente que dorme com um nó telúrico situado abaixo de seu estômago, perde ácido clorídrico. O candidato para um ataque cardíaco é frequentemente encontrado onde existe um nó geopatogênico no local de trabalho, uma condição que se repete à noite, quando ao se deitar na cama, o indivíduo acaba localizando o seu coração imediatamente abaixo de um nó geopatogênico. Não faltam exemplos entre os “eleitos” situados na faixa etária dos 37 aos 42 anos de idade; no final das contas o “estresse” é que leva a culpa. Existem casos

espetaculares de crianças sofrendo de insônia, mesmo com o uso de tranquilizantes; elas voltam a dormir e se desenvolver quando as sus caminhas são movidas para uma zona neutra. A situação de pesadelo da criança que molha a cama desaparece quando a cama é colocada num ambiente propício.

Quando a água subterrânea se infiltra até a superfície através das paredes de uma casa através da ação capilar, podemos observar que as árvores vizinhas estão cobertas de líquens e musgos, fungos e cogumelos – e daí podemos compreender o risco de doenças larvares, tais como o reumatismo, cãibras, etc.

Assim, enquanto devemos procurar evitar residir em locais onde exista algum fluxo de água subterrâneo, por contraste, um riacho ou rio à superfície, situado por perto e aberto ao céu constituem uma descarga favorável do ambiente elétrico. A arte da construção de uma residência saudável não será coberta nestas páginas; isto representa um assunto em separado, para o qual existem livros especializados. A coisa importante para a casa e para o seu dono é de não ficar enclausurado num estado de “limbo” biológico, como por exemplo acontece num ambiente com ar condicionado.

O tratamento de doenças é coroado de sucesso em 70% dos casos, com a quase ausência de recaídas, quando o médico da família leva em conta as descobertas feitas pela geobiologia. As Companhias de Seguros – e todos os setores que se queixam dos custos crescentes da saúde – não devem permanecer indiferentes a esses fatores.

Somos milhões de seres frágeis. O local de recuperação e de silêncio , o local mais importante para o indivíduo deve ser o seu dormitório. A localização da cama, deve ser enfatizado, desempenha o papel principal nesse processo de recuperação de energias perdidas. Ela representa um parâmetro que não deve ser negligenciado. Ele aí existe para que as forças físicas e mentais sejam capazes de reconstruírem as forças vitais necessárias para o próximo dia. A cama é um símbolo da regeneração no sono e no amor; geralmente é a cama que dá as boas vindas para o ser humano no seu nascimento e que ouve o seu último alento, ao morrer.

4 – A METEOROLOGIA

Vinte e quatro horas antes da chegada de uma frente de baixa pressão atmosférica, observamos um aumento de 100% na quantidade detectada dos raios gama por sobre um nó Hartmann e no solo vulcânico esse aumento é da ordem de 300%. Essa radioatividade concentrada surge da terra naquele ponto preciso, de forma tão violenta que indivíduos já inconscientemente sensibilizados para as influências daquele ponto em particular irão sentir uma piora importante dos seus males (principalmente velhas cicatrizes, reumatismo, amputações, etc.). Essas indicações se traduzem no plano

psicológico numa real depressão. A evidência desafortunadamente confirma isto como sendo o momento de uma real crise, até mesmo de suicídio.

Da mesma maneira, o campo elétrico da atmosfera se carrega até 50khz antes de uma tempestade. O ser humano se torna mais e mais tenso até o momento que a chuva começa a cair. Então uma carga de mais ou menos 4.000 volts por metro quadrado cai subitamente para valores situados entre 50 e 500 volts por metro, reduzindo assim a sobrecarga de íons positivos. Por comparação, a calma do bom tempo é medida ao redor de 1000 volt por metro quadrado. É interessante notar que um raio geralmente apresenta um diâmetro de um metro.

É também curioso registrar, usando o registro automático do georitmograma durante a aproximação de uma tempestade, que existe uma diferença de sensibilidade entre as pessoas da raça negra e aquelas da raça branca. As primeiras, quando numa sala completamente escura e isolada de qualquer ruído, com venda nos olhos, exibem respostas espantosas frente a queda de raio de uma tempestade ainda a grande distância.

Mas os indivíduos de raça branca ou permanecem indiferentes a tudo que ocorre durante a erupções vulcânicas, eclipses do sol e da lua, tempestades magnéticas e borbulhamentos vulcânicos.

5 – VARIAÇÕES NA RADIOATIVIDADE

O Dr. Hartmann manteve um aparelho de mensuração funcionando dia e noite por vários anos, simultaneamente comparando zonas neutras e nós telúricos. Ele relatou que existe uma queda na radioatividade natural da Terra a cada entardecer, ao redor das cinco horas. O Instituo Max Plank da Alemanha Ocidental descobriu que dentro do contexto da pesquisa biofísica, que microondas afetam fortemente o sangue e os tecidos dos seres vivos. O resultado para a humanidade em geral é uma perda de energia potencial e até mesmo o surgimento de despolarizações.

É nessa hora do dia que alguns de nós se sentem cansados, em resposta a essa radiação debilitante e buscamos instintivamente por algum estimulante café ou cigarro? Será que o costume do chá das cinco horas nasceu de uma necessidade de adaptação a esse ritmo diário? Nas nossas latitudes, um contador Geiger-Muller registra uma radioatividade de fundo de cerca de 20 microroetgens por hora dentro da zona neutra de uma rede H. Podemos medir um aumento médio de 30% nas interseções ou nós.

Medidas feitas encima de tumbas Celtas ou sobre cavernas onde animais foram

preservados, as leituras tendem a ser 30 ou 49% mais altas que a média. Nos pontos de cruzamento que chegamos a visitar, as leituras dos pontos de cruzamento Hartmann mostravam um aumento de radioatividade em até 50%.

6 – PREVENDO TERREMOTOS

Pela descoberta da rede H é possível a previsão de um terremoto até 12 horas antes deste acontecer, em algum lugar no globo terrestre, porém para o momento ainda não se dispõe de tecnologia para localizá-lo precisamente na geografia terrestre.

Vamos nos lembrar que um raio Hartmann possui uma “espessura” de cerca de 21 cm. Quando as primeiras contrações e dilatações se iniciam nas profundezas da crosta terrestre notamos que essa espessura triplicou. Esse espessamento pode ser interpretado da seguinte maneira:

O raio Hartmann conhecido é formado por um raio central acompanhado `a sua direita e esquerda por dois raios secundários, de intensidade menor, que normalmente não são detectados em condições telúricas normais ou “calmas”. Quando um terremoto está em formação, a intensidade dessas linhas secundárias adjacentes se torna igual à do raio principal. Talvez seja essa anomalia que os animais detectam e que se faz com que fujam do local.

Nesses momentos os cães uivam para os céus, os pássaros se agitam loucamente nas gaiolas, certos gatos se escondem debaixo das camas e certas pessoas – sim, isto acontece – se sentem mal e subitamente tem uma grande necessidade de dormir.

Somos mais ou menos um tipo de antena, receptores relativamente simples. No instante e no local de um terremoto notamos que a rede H é perturbada: as linhas ficam encurvadas e enoveladas, mas meia hora depois todo o sistema está recomposto. A crosta da Terra possui o seu sistema nervoso; por analogia nós possuímos o nosso próprio sistema, mas depois de um choque, levamos algum tempo para nos recuperar.

Estas previsões de terremotos são válidas apenas quando estamos considerando a Terra respirando pelos seus poros . A rede H permite a distinção entre um terremoto natural, de um choque que foi provocado, um cataclismo deliberadamente organizado pelo destrutivo cérebro humano. Infelizmente existem essas explosões nucleares subterrâneas que perturbam a rede H – às vezes por dias a fio – e nesses casos a Natureza não dá aviso!

7 – OBSERVANDO PONTOS DE PODER: METODOLOGIA

Ao observarmos as relações da Terra com o homem (ou mesmo as relações entre a Terra-Homem e Cosmos nos pontos de poder), a rede telúrica revela situações inesperadas, confirmando a nossa presença por sobre uma tênue linha demarcatória que não é simples, nem fortuita.

De início acreditávamos que era possível colocarmos toda a nossa fé nos equipamentos sofisticados oferecidos pela tecnologia moderna. Como um tecnologista tentando ser objetivo e racional, o nosso geobiologista utilizou, de acordo com a situação, detetores de alta frequência, o oscilógrafo 308S, receptores de ondas curtas equipados com microamperímetros com ressonância protônica, multímetros, o contador Geiger-Muller, receptores de eletrofiltração de corrente, um contador de cintilações e outras “delícias”

instrumentais semelhantes.

Devido a um sentimento de respeito por certos locais, não foi possível a utilização de todos esses equipamentos. Assim, no final nos limitamos aos três métodos seguintes: o Contador Geiger para a medição da radioatividade local; a Vara de Lobos para a situação da Rede Hartmann; o Biômetro de Bovis para a mensuração da intensidade local.

Alguns pesquisadores mais experientes declaravam que os dois últimos instrumentos, a Vara de Lobos e o Biômetro de Bovis eram indispensável, embora mais subjetivos nas suas aplicações. Ainda assim seria sábio permanecermos atentos para as interpretações oferecidas como resultado de dados colhidos mesmo quando um instrumento puramente mecânico duplica uma medida que envolva algum grau de subjetividade. Assim foi que fomos capazes de nos aproximar desses pontos focais usando um contador Geiger, a Vara de Lobos e o Biômetro de Bovis.

radiestesia biometro bovis

Encorajados por um grupo de cientistas bastante conhecidos, nós fomos audazes o suficiente para incluir a “divinação” a este último método, embora alguns círculos a tolerem apenas um certo desdém. Entretanto, este método apresenta-se discreto o suficiente para que os locais sagrados possam ser estudados sem grandes perturbações

ou incômodos. Na língua francesa, a divinação é chamada de “radiesthésie”, um termo que é derivado do latim “radius” – raio e o grego “aisthesis” – significando “sensação”.

O biômetro concebido pelo físico Bovis e pelo engenheiro Simoneton consiste numa pequena régua calibrada sobre a qual o pêndulo pode indicar a intensidade de um local. Os autores desse biômetro selecionaram para a escala, e de forma bastante acertada, comprimentos de onda conhecidos na física, tais como o da cor vermelha, correspondente a 6.500 Angstr?ms. Um Å equivale a uma décima milionésima parte de um milímetro.

As redes energéticas na Geobiologia 2

Outros pesquisadores preferiram expressar essa escala em termos de frequência, como o Gigahertz. Um Gigahertz equivale e um bilhão de vibrações por segundo. Para facilitar as nossas comparações, ficaremos afastados desses termos e iremos citar os nossos resultados como unidades, sem qualquer tipo de rotulação. Quando tudo tiver sido dito e feito, essas são simplesmente unidades de um tipo de efeito. Foi na Catedral de Chartres que a nossa curiosidade foi atiçada. Ficamos surpresos com o número de unidades que excediam as normas conhecidas até então. Essa primeira pesquisa criou um ponto de comparação com outros locais particularmente na Índia, Egito, Santiago de Compostela e nos platôs do Himalaia. Assim, uma outra janela de

informação geobiológica se abriu, permitindo confirmações de que esses focos de energia são eram situados em tal e tal local simplesmente ao acaso.

8 – AS TRÊS DIMENSÕES DO BIÔMETRO

Dentro da perspectiva da abundante literatura esotérica dos anos recentes, recheadas de interligações confusas, é necessário se fixar numa terminologia padrão quando formos interpretar a escala de valores do Biômetro.

O conhecimento de leis universais que estamos tentando penetrar vai até muito longe na antiguidade. De qualquer forma, o homem contemporâneo, preso num verdadeiro redemoinho de computadores, encontra um certo prazer ao conceber a existência de entidades inatingíveis.

Como terminologia adotada, esta deve ser clara e utilizada de maneira uniforme, mas estamos bloqueados ao nível de crianças balbuciantes. Um exemplo de interpretações frequentemente divergentes ocorre com a palavra “aura”, usada indiscriminadamente em significados vários e diferentes, de acordo com as apreciações dos autores. Seria desejável que essa “aura”, uma névoa luminosa não viesse a ser confundida com a radiação do corpo etérico ou energizador, que estamos tentando localizar através das medidas encontráveis no segundo segmento do BIÔMETRO.

Com os esclarecimentos que deverão vir à luz com os desenvolvimentos científicos do futuro, essas técnicas antigas e subjetivas do passado irão se tornar, indubitavelmente, mais e mais refinados. Ainda assim, apesar da perfeição da futura instrumentação, o homem intuitivo terá de permanecer no centro, o Iniciador. Para nós, as três dimensões do BIÔMETRO são:

Setor 01 – “o físico” que vai de 0 a 10.000 unidades, dando a intensidade do local, sendo que essa vibração apresenta um efeito sobre a natureza física do ser humano.

Setor 02 – passa-se para além da concepção de Bovis e penetramos no domínio do corpo energetizador, também conhecido como “corpo etéreo”, sendo que o BIÔMETRO lê de 11.000 a 13.500 unidades.

Setor 03 – vai de 13.500 a 18.000 unidades, ele penetra sutilmente no domínio

“espiritual” e para dentro de um universo secreto que pode ser discernido em santuários, até aos níveis de iniciação.

Setor 04 – estamos nos limites do Desconhecido; este foi o caso excepcional de

Compostela.

9- O DESENVOLVIMENTO E A ANÁLISE DO NOSSO SISTEMA DE ESTUDOS:

DE 0 A 10.000 UNIDADES NA ESCALA:

Um local em equilíbrio médio do ponto de vista da intensidade, sem apresentar alguma perturbação maior, sem receber energia suplementar, portanto, neutro, registra ao redor de 6.500 unidades. Abaixo desse valor, o ambiente se enfraquece e pode se tronar nocivo para o homem, animal ou planta. Geralmente o campo cai par ao redor de 2.000 numa interseção da rede Hartmann. Quando o efeito de um local é melhorado, seja pela eliminação de agentes perturbadores ou pela modificação do seu circuito oscilador, ele deve oferecer uma leitura de 7.500 a 8.000 unidades. Uma leitura de 9.000 já é muito violenta para os seres humanos , pelo menos num prazo prolongado de exposição. Um georitmograma irá mostrar curvas agitadas.

Ao compararmos esses valores com os do ser humano, encontramos: 6.500 unidades correspondem ao nível de vitalidade norma; subindo para 7.000 ou 8.000 unidades atingimos a plenitude da nossa energia vital. Tudo o que conseguimos estabelecer até agora nos permite confirmar que a humanidade, na média, não está bem.

Notamos que uma pessoa cuja vitalidade caia para valores ao redor de 3.000 unidades ou mesmo 2.000 unidades, estará muito doente e com apenas 1.000 unidades ela praticamente estará com um pé na cova. Mantenhamos em mente que o nó geopatogênico telúrico ou de Hartmann registra apenas 2.000 unidades.

Este primeiro setor do biômetro corresponde ao local ou ao corpo físico, portanto, coma matéria que é densa. Neste primeiro setor, o instrumento indica, para um local, a atividade cosmo-telúrica. Para o homem ele mostra energia do seu corpo carnal, o carreador dos corpos etérico e espiritual.

DE 11.000 A 13.500 UNIDADES NA ESCALA:

Neste campo, medimos a qualidade do corpo etéreo, energetizador. Ele pode ser descrito como um envoltório invisível que se situa ao redor do corpo físico,

imperceptível ao olho nu mas revelável pela eletrofotografia Kirlian. O processo Kirlian faz com que o corpo energetizador seja desenhado por cores luminosas, indo da chama azul ao vermelho escarlate. Existem nuances nos tons e intensidades de acordo à situação do indivíduo analisando estar de boa ou má saúde.

Isto é precisamente aquilo que alguns afirmam ver como a “aura”, mas a aura não deve ser confundida e comparada com o corpo etérico. Este último , cuja emanação vai de 1 a 3 cm ao redor do corpo físico. se amolda perfeitamente ao redor da forma física e assim dizendo, corresponde ao seu “duplo”. Os pesquisadores russos falam, e nesse caso, de uma forma desmaterializada do plasma orgânico, ou bio-plasma.

O efeito Kirlian ou outros procedimentos semelhantes provêm uma ajuda suplementar na detecção das influências do ambiente físico sobre o ser humano. Os resultados obtidos até agora são muito divergentes em função do fato do ser humano estar vivendo numa construção de concreto e com ar condicionado ou está alojado numa casa de tijolos ou de madeira.

É inútil especificar qual delas está mais próxima da natureza. Ficamos igualmente surpresos, ao longo desses procedimentos, ao observar modificações no corpo etérico associadas a modificações emocionais: basta apenas comparar a intensidade e a luminosidade desse segundo corpo antes e depois de uma meditação!

Essa “segunda pele” contém a vitalidade e a energia básica que é transferida para o corpo físico por intermédio de uma interação íntima entre os dois, é como se fosse um tecido fluido ou linhas de força de luz. Também se sabe que essa força vital, adormecida nos nossos centros de consciência, ou chacras, anima o corpo etérico e este, por sua vez nutre o corpo físico.

A energetização do corpo físico e o corpo etérico – são dois termos para a mesma realidade. Certas curas obtidas apenas pelo tratamento do corpo energetizador podem ser agora compreendidas. O restabelecimento da integridade dessa cobertura etérica, ao “tamparmos” alguma falha, irá atuar por projeção, sobre a desordem física, nesse corpo denso que irá obedecer como robô.

Esses dois corpos, o físico e o energetizador, são um enquanto o ser humano está encarnado; ambos estão condenados à morte, mas eles não desaparecem

necessariamente juntos, ao mesmo tempo! Foram feitas observações durante a separação entre o corpo físico e o sutil, que são relatadas no último capítulo.

Esse corpo etérico é também a zona que focaliza todo o tipo de forma da vida manifesta, capturando as influências planetárias, solares e cósmicas. Tudo está interligado. E assim, registramos os efeitos dessas interações nas formas de emoções, sofrimentos ou alegria. E todas são transmitidas ao corpo físico como estímulos ou breques, e mesmo ressoando como bloqueios mentais. Um local de habitação perturbado ou qualquer outro local irá servir para amplificar uma sensação difusamente percebida como desconforto geral. Pelo contrário, um corpo bem equilibrado será capaz de mobilizar as suas reservas.

Dentro do campo de estudos da medicina ortodoxa, a existência e o funcionamento do corpo etérico sequer é reconhecido. Entretanto essa mesma medicina oferece no mercado farmacêutico, uma variedade de produtos vitamínicos dirigidos à produção de uma maior vitalidade e reforço dos circuitos energéticos. A interação ocorre sempre, e cada vez mais, esse trabalho sobre o órgão mais denso para desanuviar um estado depressivo… não se diz que o caminho para o coração de um homem passa pelo seu

estômago? Essa segunda dimensão na escala Bovis se relacionada com as sutilezas físicas que nem por isso deixam de serem metafísicas.

DE 13.500 A 18.000 UNIDADES NA ESCALA:

Temos de estar bem treinados antes de nos aventurarmos a confrontar essa dimensão através dos métodos mentais. Seguimos o mesmo ritmo e o mesmo princípio de mensuração, mas em algumas instâncias estamos flertando com alturas estonteantes. Se você deseja conhecer a composição de uma vela não tenha certeza de que você será capaz de analisar a sua chama. Essa terceira dimensão permite, entretanto, uma compreensão mais ampla do impacto de um ponto focal de energia e a sua influência sobre o ser humano. E é possível nos referindo de volta aos níveis precedentes do biômetro, colocar lado a lado os impulsos cósmicos e espirituais com aqueles que são puramente físicos e etéricos – sendo que esses últimos funcionam como uma espécie de

relê metafísico e um suporte sutil para as correntes que provém de esferas mais elevadas.

Para estabelecermos um contato com um local sagrado, devemos nos libertar das limitações esterilizantes e nos ligarmos aquilo que poderíamos chamar de mentes superiores. Isto algumas vezes representa um exercício capaz de gerar confusão.

Pode acontecer que no ponto preciso de uma convergência cosmo-telúrica, num local de consagração onde o biômetro registra uma intensidade de 18.000 unidades – significando um local onde apenas um Iniciado possui a habilidade de permanecer dentro desse campo de força sublime – o simples mortal que, por acaso tropeça com esse local de forma desavisada, algumas vezes recebe esses impulsos combinados numa forma violenta. Ele corre o risco de se desestruturar em todos os três corpos que acabamos de descrever.

Essa experiência pode ao mesmo tempo provocar uma iluminação. A falta de

consciência nem sempre é um obstáculo. Alguns dos nossos intelectuais estabeleceram uma escala de sete corpos. Que eles fiquem descansados, não é por falta de conhecimento que iremos nos limita voluntariamente para os três corpos citados acima.

Eles são suficientes para a investigação para esses pontos de energia cosmo-telúrica.

Iremos deixar de lado o corpo astral que pode escapar durante o sono, para que possamos explorar um universo mais palpável. Com parte dessa bagagem, iremos visitar alguns dos centros espirituais mais famosos do mundo.

FIM

Observação:

As imagens foram inseridas por mim, não fazendo parte do livro.

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